Como o autoconhecimento impacta na performance de um negócio

Como o autoconhecimento impacta na performance de um negócio

Conhecer a si é o começo de toda a sabedoria. Essa é uma afirmação que faz muito sentido hoje e é uma concepção milenar sobre o autoconhecimento, elaborada por Aristóteles. Ao longo do desenvolvimento da sociedade como a conhecemos, essa visão do conhecimento sobre si como algo primário e prioritário foi sendo soterrada pelo foco em outras necessidades que o nosso mundo em constante evolução nos demandou enquanto seres humanos. Porém, o período de mudanças históricas que estamos vivendo traz à tona a relevância de um nível de autoconsciência elevado para navegarmos com mais tranquilidade nas turbulências das velozes transformações pelas quais estamos passando e pelas que ainda iremos passar.

Esse tema é abordado no trabalho de Carolyn Taylor, consultora britânica especialista em cultura organizacional e em processos de mudança de comportamento, no qual ela esclarece que as pessoas se comportam do mesmo modo que pensam e sentem. Logo, pensamentos, crenças, valores e sentimentos — alguns profundos e inconscientes e outros superficiais e transitórios — além de guiarem nossa interpretação da realidade, são as forças por trás das nossas atitudes. Podemos chamar essa nuvem de pensamentos, que se passam em nosso íntimo e movem nossas ações, de modelo mental (o famoso ), ou como a própria Carolyn denomina, o nível Ser das pessoas.

Essa noção de que o autoconhecimento impacta diretamente nos resultados que obtemos a partir de nossos atos é corroborada por diversas pesquisas. Por exemplo, segundo artigo da Harvard Business Review, desenvolvido por Tasha Eurich, PhD, pesquisadora e psicóloga organizacional, dados levantados em estudos variados sugerem que quando as pessoas conseguem se perceber mais claramente, elas se tornam mais confiantes e criativas, tomam melhores decisões, constroem relações mais fortes e se comunicam de forma mais efetiva.

Diante dessas informações, pode se concluir que o Autoconhecimento é uma base individual fundamental para os que buscam desenvolver habilidades que levarão a uma experiência de vida pessoal e profissional mais gratificante. Agora, para conectar ainda mais essa visão ao ambiente corporativo, temos o conceito de que a cultura organizacional, segundo Carolyn Taylor, é o conjunto de padrões de comportamentos que são encorajados ou permitidos ao longo do tempo, ou seja, o resultado das mensagens recebidas sobre como se espera que as pessoas se comportem. Podemos então compreender cultura e comportamento como indissociavelmente entrelaçados. Sendo assim, fica claro que os comportamentos de cada pessoa interferem diretamente na cultura de uma empresa e, consequentemente, em seus resultados. Portanto, o autoconhecimento impacta a performance de um negócio também de modo direto.

Mesmo com esse entendimento sobre a importância do tema para pessoas e organizações, outra descoberta de Tasha Eurich em sua pesquisa chama a atenção: as pessoas não sabem que não se conhecem. Os dados mostraram que, apesar da maioria das pessoas acreditar ser autoconsciente, apenas entre 10 e 15% delas realmente se enquadram no perfil de uma pessoa com um nível adequado de conhecimento sobre si, de acordo com os parâmetros do estudo. Essa realidade apresenta um grande desafio para as organizações que querem desenvolver suas equipes em habilidades de autoconhecimento: se as pessoas acreditam que entendem plenamente o seu próprio funcionamento e como ele impacta a si, aos outros e à empresa da qual fazem parte, elas tendem a valorizar menos temáticas em torno deste tópico, o que cria barreiras para a ampliação de consciência.

A informação tranquilizadora é que a ciência e os avanços do design de aprendizagem apoiam a evolução da condição humana e tem nos mostrado caminhos para conseguirmos agir de forma mais consciente, inclusive sobre os nossos próprios padrões mentais. Todos nós, em maior ou menor escala, possuímos pensamentos que não são benéficos frente aos resultados que queremos atingir. Logo, todo e qualquer ser humano possui oportunidades para fazer algo melhor ou diferente. Porém, mais do que levar as pessoas à autorreflexão básica, um desenvolvimento efetivo de autoconhecimento exige experiências estruturadas de aprendizagem que se conectem à realidade vivenciada diariamente.

Acreditamos e validamos por meio de resultados alcançados que, quando alinhadas às premissas de uma transformação organizacional desejada, a mentalidade e a emocionalidade das pessoas são capazes de acelerar processos de mudança. Na LEADedu, chamamos esse movimento de habilidades de Self Hacking e elas englobam temas como Performance Emocional, Pensamento Flexível, Coragem, Protagonismo e Change Agility. É com essas soluções que apoiamos as pessoas a “hackearem” suas crenças e comportamentos e recriarem caminhos de interação com o mundo para atingirem melhores resultados. Além de compreenderem por que são como são, as pessoas saem das experiências sabendo como usar esse conhecimento para mudar e usufruir de todo o seu potencial através de ferramentas e técnicas aplicáveis ao dia a dia.

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